Vila do Luso

O Luso é uma pequena Vila situada no concelho da Mealhada, muito conhecida pelas suas Termas e, obviamente, pela nascente de água que dá origem à Água de marca LUSO.


No âmbito do programa Luso 3050, aderimos a uma visita guiada pelas ruas do Luso. Descobrimos que Emídio Navarro, jornalista, ministro e conselheiro, foi o visionário que apostou no desenvolvimento desta pequena localidade e que decidiu construir uma grande avenida que faz lembrar as grandes cidades, concedendo-lhe grandeza. É por esta razão que se encontra, desde o início do século XX, um busto de Emídio Navarro no Jardim do Luso, localizado no centro da avenida com o seu nome. Nas margens desta avenida, ainda hoje vemos barraquinhas de comércio artesanal, que vendem lembranças e as conhecidas Cavacas do Luso.

Seguimos para a Fonte de S. João, principal atração do Luso que, graças à sua água, se transformou num destino termal. A fonte era conhecida por ser uma fonte de mergulho, ou seja, era um local onde as pessoas mergulhavam o cântaro e levavam água fresca para casa, e também era utilizada para lavar a roupa, o que a transformava numa fonte utilitária. Hoje em dia, as suas 11 bicas são ainda utilizadas para encher garrafões e garrafas de água, de forma totalmente gratuita, o que faz com que as pessoas façam fila para chegar à fonte. A nascente é visível através de um triângulo de vidro, e outra nascente, junto da fábrica, é a que dá origem à conhecida Água do Luso.

Passámos também pelo Casino do Luso, um edifício datado de 1886 decorado ao estilo Arte Nova, com portões em ferro trabalhado e azulejos de várias cores nas paredes exteriores. Hoje em dia, este ponto de referência cultural é composto por uma sala de leitura / Biblioteca, que contém vários livros, revistas e jornais que podem ser requisitados, e também por um salão de espetáculos, onde se podem realizar jantares ou mesmo Bailes de Dança, que tem no teto uma pintura da autoria de Gabriel Constante, datada de 1910. Neste edifício podemos encontrar uma exposição permanente sobre a Água do Luso, com diversas peças históricas das fábricas do Luso e Cruzeiro, com mais de 150 anos de história, e uma exposição temporária sobre a batalha do Buçaco, serra junto ao Luso onde se travou a 27 de setembro de 1810 uma importante batalha que ditou o início das vitórias dos portugueses frente às invasões francesas.

Daí, descemos até às termas, agora privadas, razão pela qual não pudemos ver o interior. Visitámos, junto à saída das Termas, uma fonte datada de 1917, enfeitada por embrechados, uma arte trazida pelos irmãos carmelitas que consiste em pequenas pedrinhas de diferentes cores que, juntas, criam desenhos embutidos nas paredes. Por fim, observámos, ao longo da estrada que leva ao Parque do Lago do Luso, algumas casas da alta sociedade, como a Vila Mici, doada por Sr. Alexandre de Almeida à sua filha Maria Cecília após o casamento, e a Quinta do Viso, um chalet que pertencia a Emídio Navarro.

A visita terminou por aqui, mas foi possível observar o grande Parque do Lago, junto ao Grande Hotel do Luso, local predileto para os passeios de domingo e para quem gosta de andar de gaivota no lago.

 

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