Viagem até à época da Pré-História

Está patente no Museu Municipal Professor Raúl de Almeida a exposição interativa e sensorial Em Busca do Passado. A Vida na Pré-História, composta por diversos objetos provenientes das intervenções arqueológicas no Penedo do Lexim realizadas entre 1998 e 2004. “Estes objetos são uma ínfima parte dos materiais recolhidos, num universo de mais de 200 mil peças”, revela a vereadora Célia Batalha Fernandes.

“A Autarquia de Mafra pretende, com esta exposição, que os visitantes possam viajar até ao Passado: entrando na réplica de uma cabana com 5000 anos, idêntica à que existiu numa aldeia pré-histórica do nosso concelho, e explorando-a com recurso aos cinco sentidos”, afirma. “Ao ser uma exposição táctil, permite ser apreciada por um leque alargado de visitantes, incluindo invisuais, dado que todos os textos estão transcritos em braille”, acrescenta.

Para além disso, a vereadora explica que a componente pedagógica da exposição é muito forte, pois através desta consegue explicar-se a crianças e jovens um pouco mais sobre a história dos antepassados, o seu quotidiano representado pelas atividades desenvolvidas em torno de uma casa com 5000 anos, o que faziam estas populações, como se vestiam, e ainda como já tinham começado a dominar e transformar a Natureza. Diz ainda que os visitantes ficam surpreendidos com a qualidade de vida na pré-história, no sentido de serem populações já com bastantes conhecimentos, cuidados no vestir e diversidade na alimentação.

Esta exposição é complementada por uma oficina pedagógica para crianças e as suas famílias que é composta por uma visita-guiada e preenchimento de um pequeno guião que a contextualiza, e após esse momento explicativo as crianças e os familiares recebem um bonequinho que vestem, de acordo com as roupas existentes no Calcolítico. “Daí o nome da oficina ser Uma família com 5000 anos – meninos e meninas podem escolher entre a mãe tecelã e o pai agricultor e caçador”, esclarece a vereadora.

Revela ainda que todas as exposições da área de arqueologia, que se realizam já desde 1999, são sempre exploradas pedagogicamente com as escolas, nomeadamente com o ensino pré-escolar e o 1.º ciclo. “As crianças acabam por motivar os pais à visita, razão pela qual tem-se optado pelo modelo muito bem-sucedido de partilha da exposição em família”, explica.

A responsável pela exposição acrescenta também que tanto as crianças como os pais consideram que esta é uma experiência gratificante. “Todos saem mais ricos em conhecimento, mas que foi adquirido de uma forma muito leve e lúdica”, indica. As inscrições são gratuitas para crianças acompanhadas por um ou mais familiares adultos e são feitas pelo número 261 819 711 ou pelo email arqueopedagogia@cm-mafra.pt até à véspera da atividade. As próximas atividades decorrem a 20 de fevereiro e 12 de março pelas 15h30 e têm a duração média de uma hora, que poderá ser um pouco mais alargada conforme o entusiasmo dos participantes.

Quanto à exposição, encontra-se patente até ao final de 2016 e pode ser visitada em qualquer dia (inclusive fins-de-semana), mediante marcação prévia, e às terças-feiras encontra-se aberta das 10h00 às 13h00 e das 14h30 às 17h00. Até ao momento foram registados mais de 100 visitantes, mas a organização espera verificar um aumento da afluência de visitantes durante as férias escolares, uma vez que é uma oferta cultural que pretende ser desfrutada pelas famílias.

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