Startup Go Global: uma antevisão do Web Summit 2016

Teve lugar a 4 de fevereiro no Pátio da Galé, em Lisboa, o Startup Go Global, um evento que reuniu o Secretário de Estado da Indústria e Inovação João Vasconcelos, o Presidente da Câmara de Lisboa Fernando Medina, o Presidente da AICEP Miguel Frasquilho, o CEO do Web Summit Paddy Cosgrave e muitos outros fundadores de startups e empreendedores reconhecidos internacionalmente.

Num evento que decorreu entre as 9h e as 12h30, foram feitas algumas intervenções e um debate final, sempre com o tema do Ecossistema Empreendedor Português e do Web Summit como pano de fundo. Destaque para as intervenções de João Vasconcelos e Fernando Medina, nas quais ambos elogiaram o grande crescimento do ambiente de empreendedorismo em Lisboa e do orgulho que é receber o Web Summit nos próximos três anos, pois é um reconhecimento do trabalho das startups e empreendedores portugueses.

Outro discurso de grande relevância foi o de Paddy Cosgrave, que foi respondendo às perguntas de Jaime Jorge, CEO da Codacy, e explicou que a equipa do Web Summit optou por Lisboa como a sua próxima casa em parte devido ao ambiente empreendedor que demonstra, nomeadamente por causa do movimento que foi criado em que os portugueses foram adicionando através da #LXwebsummit16 as inúmeras razões pelas quais o Web Summit se deveria mudar para Lisboa nos próximos três anos, uma dinâmica que acabou por captar a atenção da equipa. Falou ainda do nascimento desta mega-conferência em Dublin e sobre os benefícios para a cidade da realização deste evento, como as enchentes que se vão sentir nos restaurantes, hotéis e bares, acrescentando que nesse aspeto as startups portuguesas estão em vantagem.

Mas nem só de intervenções sobre o Web Summit foi feito o Startup Go Global. Três das mais reconhecidas e investidas startups portuguesas, que estão neste momento a apostar na internacionalização, também se apresentaram ao grande público: a Codacy, por Jaime Jorge, a Uniplaces, por Miguel Santo Amaro, e a Zaask, por Luís Martins.

Já no debate final, foram feitas algumas afirmações de peso sobre o empreendedorismo português. Stephan Morais, da Caixa Capital, afirmou que os portugueses deixaram de ter medo de assumir que querem ser os melhores do mundo e muitos conseguem conquistar um lugar de prestígio no empreendedorismo internacional, enquanto Alexandre Barbosa, da Faber Ventures, referiu que Portugal tem talento e um bom ambiente para criar novas startups, e Jaime Jorge, da Codacy, diz que já não importa onde a startup tem a sua sede, pois pode vender para todo o mundo devido à globalização. Pedro Rocha Vieira, da Beta-i, assegurou que o Web Summit vem conferir credibilidade às startups portuguesas, e Paddy Cosgrave assumiu que a vinda do Web Summit para Lisboa é a “cereja no topo do bolo” no que toca ao reconhecimento do trabalho realizado pelos empreendedores portugueses.

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