La Rábida – Huelva

A Província de Huelva, localizada a apenas 50 km da fronteira com Portugal, tem várias atrações que merecem uma visita turística, mas uma das mais belas é a zona conhecida como La Rábida, no município de Palos de la Frontera, de onde se acredita que Cristóvão Colombo partiu em direção ao Novo Mundo, em 1492.

Aqui podemos encontrar o Mosteiro de Santa Maria de La Rábida, que se pensa ter sido fundado no início do século XV pela ordem Franciscana. Foi neste local que Cristóvão Colombo preparou a sua viagem, entre 1491 e 1492, e acredita-se que antes da sua partida rezou junto da imagem de Santa María de la Rábida Nuestra Señora de los Milagros, que ainda hoje se encontra dentro do Mosteiro.

 

Em homenagem a este acontecimento histórico, foram recriadas em 1892, pelas comemorações do IV Centenário da Descoberta da América, as embarcações que partiram nesta aventura, conhecidas como a Nau Santa Maria e as Caravelas La Niña (também chamada de Santa Clara) e La Pinta. Atualmente, estas reproduções encontram-se no Museu Muelle de las Carabelas, junto ao Oceano Atlântico, que além destas peças ainda disponibiliza um centro de interpretação, um bairro medieval à volta do cais e a Ilha do Encontro, espaço que recria a cultura da ilha de Guanahani, primeira ilha onde Colombo desembarcou em outubro de 1492 e à qual deu o nome de San Salvador.

 

Também em homenagem a este feito, foi construído, muito perto do Mosteiro, um monumento em honra de Cristóvão Colombo: uma coluna idealizada pelo arquiteto Ricardo Velásquez Bosco, composta por uma base robusta, com três grandes escadarias que terminam numa plataforma, um pedestal em forma hexagonal com vários corpos sobrepostos, uma coluna com o terço inferior decorado com elementos florais e marinhos, e no topo o globo e a cruz.

Monumento a Cristóvão Colombo
Monumento a Cristóvão Colombo

 

Ainda nesta zona costeira está o Parque Botânico Celestino Mutis, uma atração gratuita e aberta todo o ano. Este parque com 12 hectares, que foi recentemente restaurado, integra agora espécies de fauna e flora provenientes dos cinco continentes e também peças de arte numa exposição ao ar livre composta por vários artistas, como Ernesto Walls e Zitman. O parque está dividido em espécies Autóctones, Coníferas, palmeiras, árvores de fruto e as zonas da Europa, da Oceania, o Vale da América e a zona de África-Ásia. Nos vários lagos, podemos ver alguns peixes, como carpas, e também tartarugas.

Parque Botânico Celestino Mutis
Parque Botânico Celestino Mutis
Parque Botânico Celestino Mutis
Parque Botânico Celestino Mutis
Parque Botânico Celestino Mutis
Parque Botânico Celestino Mutis

José Celestino Mutis y Bosio, que dá o nome ao parque, nasceu em Cádiz em 1732 e foi sacerdote, botânico, geógrafo, matemático, médico e professor da Universidad del Rosario, em Santa Fe (atual Bogotá). A sua grande paixão era a Medicina e procurava incessantemente uma substância das árvores que acreditava que iria curar todas as doenças da época, o que o levou a viver no antigo Reino de Granada, na atual Colômbia, onde catalogou manualmente mais de 20.000 espécies e produziu mais de 6 mil folhas de plantas.

Vê aqui algumas fotografias deste parque:

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